- 10'Julho 6ª Feira
Recital de piano a 4 mãos “Música e Cinema”, por Patrizia Giliberti e Mauro Dilema


Patrizia Giliberti, nasceu em Matera, Itália. Nesta mesma cidade, no Conservatório de Música, concluiu o Curso Superior de Piano com dezanove valores. A sua actividade como concertista desenvolveu-se quer a solo quer integrando outras formações, em várias cidades italianas. Dado o seu grande interesse pela música antiga, formou-se posteriormente, também em cravo, tendo, com este instrumento, participado em vários concertos com a Orquestra de Câmara de Matera. No ano de 1996/1997 foi convidada para leccionar piano no Conservatório de Música da Horta (Açores) e, no ano lectivo seguinte, na escola ‘Community Music Centre’ de San Francisco (USA) onde leccionou as disciplinas de dicção italiana, acompanhamento de canto e piano. Foi acompanhante de cantores de ópera e professora de dicção italiana na San Francisco Lyric Opera (USA), em 1997 e, em 1998, na European Chamber Opera de Londres, sob a direcção artística de Monserrat Caballé. No ano 1999 participou num Curso Internacional de música como acompanhante de cantores sob a orientação do Maestro Josef Protschka, na Grécia. Em Portugal, participou em cursos de aperfeiçoamento com Sequeira Costa (Gulbenkian) e A. Ciccolini (Coimbra), Gustav Leonhardt (Évora). Desde 1989 que se apresenta em recitais por toda Europa. Participou em Portugal, como solista e em formações de Câmara, com a Associação Eborae Musica de Évora (Ciclode Concertos” Música nos Claustros”), o Teatro Garcia de Resende de Évora (Cendrev), o Instituto Italiano de Cultura, a Embaixada de Itália em Portugal, a Universidade de Évora, a Universidade do Algarve, a Câmara de Mafra, a Câmara de Fronteira (Festival Manuel Cardoso), a Câmara de Setúbal (Festival Luísa Todi) e a Fundação Casa de Bragança de Vila Viçosa, entre outros. Actualmente é docente de piano no Conservatório Regional de Música “Eborae Musica”. Em 2008 requere a sua admissão a Doutoramento Europeio na Universidade de Évora, no ramo de Música e Musicologia, sendo orientada pelo Professor Doutor Benoît Gibson. Frequenta o segundo ano da Escola de aperfeiçoamento na “Scuola Musicale di Milano” na classe da Professora Emília Fadini, cuja preciosa orientação para o desenvolvimento da tese na parte interpretativa lhe é muito válida. A sua tese é centrada em três Manuscritos do compositor Domenico Scarlatti, ligados à sua vida musical portuguesa. O seu trabalho pretende produzir uma edição crítica actualizada, virada para o aspecto interpretativo das noventa e cinco sonatas contidas nos manuscritos.

Mauro Dilema, de nacionalidade italiana, concluiu o curso superior de piano com a idade de vinte anos tendo obtido a classificação máxima e a distinção no Conservatório de Música de Matera. Classificou-se desde pequeno nas competições nacionais, internacionais e execuções pianisticas. Ganhou, com a idade de 16 anos, o prémio “Aluno do ano” no Conservatório de Música de Matera. Aos 18 anos tocou como solista com a orquestra do Conservatório de Música de Matera, concerto esse que teve, quer por parte do público, quer por parte da critica uma óptima aceitação. No ano 1998 ganhou uma Bolsa de estudo no “Teatro alla Scala” de Milão como pianista acompanhante e no ano 1999 foi o primeiro classificado na competição de pianista solo e de câmara na Orquestra do Teatro de Volterra. A sua atividade como concertista levou-o a várias cidades italianas e estrangeiras quer a solo, quer integrado em diversas formações; tocou em temporadas como a “Festa da Música” da Academia de Fiesole , o “Festival de Ravello” , o “Crae” de Évora, para a “Universidade de Évora”, a “Universidade do Algarve”, a “Eborae Musica” de Évora, o “Instituto Italiano de Cultura” em Portugal, no “Festival Frei Manuel Cardoso”, e na RTP2 canal nacional de Portugal.
“...Mauro Dilema, que, num programa de grande responsabilidade, se relevou um exímio concertista de muitíssimo bom talento... num discurso pianistico de um virtuosismo de altíssima qualidade, vibrante, espetacular, numa interpretação cheia de fascinantes acrobacias e ousadias técnicas...” (Diário do Alentejo).
Tem colaborado com o cantor Ricardo Visus em várias Masterclass em Espanha. Gravou, com o contrabaixista Carlos Menezes, o CD “Piano e ncontrabaixo” distribuido pela FNAC Portugal. Estreiou em Portugal o Concerto em mi minor de F. Liszt “Malediction” para piano e orquestra de cordas. Gravou recentemente um CD para piano com musicas de Roberto Perez, promovido pelo Ministério da Cultura. Ganhou em 2005 o Concurso Nacional em Itália para o ensino AFAM (Alta Formazione Artistica e Musicale), ficando em 3º lugar. Actualmente é Professor de Piano no Istituto Superiore di Studi Musicali “G. Donizetti” em Bergamo. Deu aulas ao longo de dois anos no Istituto Superiore di Studi Musicali “G. Verdi” Ravenna (Itália). Colabora há oito anos com a Universidade de Évora como Professor de Piano Secundário. Foi professor assistente na Escola Superior de música do Instituto Politécnico de Castelo Branco.

Programa
"Música e Cinema"
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Nino Rota & Federico Fellini
- Huit et demi
- Amarcord
- Le cheik blanc
- I vitelloni
- La Strada
Luis Bacalov
O carteiro
John Williams
Them from Schindler's List
Holliwood's Music
-Flower Duet (Leo Delibes)
-I loves you porgy (G. Gershwin)
-Summertime (G. Gershwin)
Mozart from "Amadeus"
- Lacrimosa dies illa
- Rex tremandae
- Dies irae
Carlos Gardel
- Por uma cabeza
Astor Piazzolla
- Libertango
Homenagem a Ennio Morricone
- Gabriel's Theme
- Nuovo Cinema Paradiso
- Il pianista sull' oceano
Nicola Piovani
- La vita é bella
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- 9'Julho 5ª Feira 22:00 horas
Apresentação de Livro: “ANTECEDENTES DO CAPITALISMO”, de Carlos Gomes

Introdução à obra e ao autor da responsabilidade do Economista João Andrade Santos

I - Resumo da obra:
Por volta do IV milénio a. C., ocorreram complexas mudanças em algumas regiões do globo onde as condições de vida eram mais propícias. Historicamente, tornou-se necessário analisar e aprofundar o conjunto dos factores económicos que conduziram à emergência de um novo sistema económico e encontrar as características fundamentais das relações económicas e sociais daí decorrentes.O território que albergava as comunidades, declarado pertença dos deuses, transformou-se em domínio estatal, representado pelo soberano e a sua corte, por chefes tribais ou comunitários, partilhado pelas instituições religiosas e pela aristocracia.Formaram-se classes sociais que assumiram uma postura dominante, apoderaram-se dos excedentes produzidos por outras classes, a elas subordinadas, sob a forma dum tributo regular constituído por porções significativas das colheitas, por uma certa quantidade de cabeças de gado, pela prestação de trabalho forçado nos seus domínios. O rendimento da tributação permitiu às classes dominantes acumular riquezas, gozar uma vida faustosa sem produzir, sustentar os seus escravos e servos, efectuar o pagamento em espécies a funcionários, guerreiros, artesãos e outros indivíduos a trabalharem directamente nos seus domínios. A divisão social do trabalho acentuou a necessidade da troca, primeiro, directa entre os diferentes produtores. A par de uma produção destinada ao consumo próprio e à entrega do tributo, os diversos produtores, camponeses, artesãos, caçadores ou pescadores, começam a destinar uma parte dos bens recolhidos ou produzidos à troca, estabelecendo relações de carácter mercantil. Também, a acumulação de bens na posse das classes dominantes estimulou o desenvolvimento da troca interna e externa, como forma destas classes adquirirem bens de prestígio, de luxo ou outros, fora das suas esferas de influência. Com a produção intencional de excedentes destinados à troca nasce a mercadoria e a figura do mercador, como intermediário nas trocas entre as diferentes comunidades. Os mercadores passam a desempenhar importantes funções ligadas ao exercício do poder, primeiro, ao serviço das classes dominantes e, posteriormente, como participantes duma nova classe social.Nas regiões onde esta evolução se concretizou, o sistema económico começa a ser caracterizado e dominado pela existência duma produção especificamente encaminhada para a troca. Os camponeses e artesãos caem sob a dependência dos comerciantes que figuram como intermediários na troca das mercadorias, como fornecedores de matérias-primas ou como emprestadores financeiros. O móbil determinante desta nova classe, a burguesia, é a procura dum lucro monetário tão elevado quanto possível, a acumulação de capital indispensável à obtenção de maiores rendimentos e à formação de empresas nos diversos sectores de actividade. Os camponeses e artífices mais pobres são empregues como trabalhadores assalariados, o mesmo acontecendo à classe servil e, mais tarde, aos próprios escravos. A própria força de trabalho assume a forma de mercadoria, sujeita às condições do mercado, criadora duma mais-valia básica para a formação da acumulação de capital.A expansão da grande produção deixa de estar limitada pelo comércio e passa a ser influenciada pela quantidade de capital investido e pelo nível desenvolvimento da produtividade. No sector agrícola e pecuário surgem grandes propriedades fundiárias que permitem uma produção extensiva. A indústria alcança uma posição dominante com a transformação gradual da actividade artesanal e a desintegração do sistema de corporações. A concentração da riqueza monetária contribui para a expansão da produção destinada à venda em grande escala nas mais diversas regiões, facilitada pelo desenvolvimento das comunicações terrestres e marítimas.Em certas regiões do globo, gozando da vantagem da formação de cidades, aparecem Estados centralizados, representando unidades políticas nacionais, desejosos de alargarem os mercados externos através da formação de colónias e da supremacia terrestre e marítima. Estes fenómenos económicos não se desenrolam de igual modo em todos os espaços territoriais ou nas mesmas épocas históricas, embora na sua evolução ocorram formas semelhantes que permitem a definição de leis económicas.O texto do livro envolve: a descrição dos factores inerentes ao processo económico e das actividades económicas e sociais entretanto implantadas; a análise pormenorizada das relações económicas e sociais estabelecidas durante o período considerado; a análise da formação de sistemas e estruturas económicas e sociais. Os temas citados foram objecto duma interpretação económica, tão aprofundada quanto possível, baseada nas descrições históricas dos factos que serviram de base de dados.

II - Importância para a actual fase da economia mundial
A economia burguesa deixou de se interessar pelo estudo e ensino da Economia Política. À medida que os seus conceitos e conclusões podem ser utilizados pelas classes exploradas ou dominadas, a Economia Política torna-se cada vez mais embaraçosa, e considerada mesmo perigosa, para as classes dominantes. Surge a tendência para a sua liquidação como ciência das relações económicas entre os homens, no tempo e no espaço, e a sua substituição por uma apologética justificativa da permanência do sistema capitalista. O estudo corrente da Economia limita-se ao estudo das relações entre pessoas e coisas, eliminando as relações de natureza social: relações de trabalho, de produção, de propriedade, entre as populações e as classes e grupos sociais. Só continuam a merecer interesse a gestão e organização de empresas ou doutras instituições, a especulação financeira, a política dos Estados ao serviço do capitalismo e, bem assim, os problemas de mercado, sobretudo os preços, a moeda e o crédito. Ultimamente assume particular relevância a globalização financeira como objectivo primordial. Tal orientação conduz à liquidação total do conhecimento da Economia Política e à renúncia do estudo das relações económicas e sociais entre os homens.O conhecimento dos “Antecedentes do Capitalismo” traz consigo o reconhecimento evidente do carácter histórico, evolutivo, dos sistemas económicos, proporcionando ao mesmo tempo numerosos esclarecimentos que são válidos para além da época estudada.Nenhum dos diferentes modos de produção, que surgiram desde que o homem começou a produzir, desapareceu completamente. Continuam a coexistir diversos sistemas económicos na actualidade, desde o tipo comunitário, tributário, mercantil aos do tipo capitalista e socialista, que foram surgindo uns após outros, embora em tempos diferentes nas diversas regiões do globo terrestre. Sucessivamente, os novos modos de produção assumiram uma posição dominante, nas regiões onde se expandiram, enquanto os anteriores iam declinando mas sem desaparecerem. Ainda hoje, o sistema capitalista, embora dominante, não é universal. É de prever que esta tendência se mantenha com o declínio do capitalismo, onde começam a surgir contradições internas e crises, frequentes e cada vez mais graves, a frear a sua evolução e desenvolvimento. Simultaneamente, vai ganhando terreno um novo sistema defensor da satisfação das necessidades sociais humanas de acordo com o progresso actual da humanidade nos campos da cultura, do desenvolvimento científico e tecnológico, em benefício de toda a humanidade e não apenas de uma pequena parte da população. No seio da sociedade capitalista subsistem numerosas unidades de produção, familiares, tribais, aldeãs e, até, nómadas, cujo objectivo económico fundamental é a satisfação das necessidades dos próprios produtores e familiares. Estas comunidades têm constituído uma barreira ao total domínio capitalista que tem conduzido, sempre e em todo o lado, uma campanha de aniquilamento persistente e violento destas formas históricas de modos de produção e distribuição. Conforme se revela no livro “Antecedentes do Capitalismo”, os antagonismos de interesses entre as classes e grupos sociais deram azo a numerosos conflitos, por vezes, longos e violentos, mais frequentes à medida que se acumula a riqueza e a desigual distribuição de rendimentos. As lutas de classes passaram a estar presentes em toda a história da humanidade, após a desagregação do sistema comunitário. Atingiram todas as esferas da vida social e desempenharam um papel relevante como força motora do desenvolvimento económico da sociedade. Os factos demonstram que estas lutas não desapareceram, e até se intensificaram, com o evoluir do sistema capitalista.

Biografia do Autor

Nasceu na cidade do Porto, Portugal, em 1925. Licenciado em Finanças pelo ISCEF – Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, da Universidade Técnica de Lisboa, exerceu sempre a sua actividade profissional em instituições financeiras. Frequentou numerosos cursos e seminários, em países europeus, nas áreas de operações bancárias, organização e gestão de empresas. No exercício da sua profissão assumiu a responsabilidade pela montagem e instalação dos serviços de um banco português em Angola, Moçambique e França e ainda pela renovação e modernização da sua sede social, no Porto. Por incumbência do Banco de Portugal coordenou em 1975 a actividade de todos os bancos nacionalizados portugueses no Norte e Centro do País. Foi membro das administrações ou conselhos fiscais de diversas empresas dos ramos metalúrgico, turístico e editorial e da direcção de cooperativas e associações culturais. Como residente na cidade de Almada, desempenhou as funções de deputado na Assembleia Municipal durante oito anos, participando da Comissão de Administração e Finanças e assumindo a sua presidência nos últimos quatro anos. Colaborou na extinta revista “Economia EC, questões económicas e sociais”, na revista “Vértice” e em algumas publicações periódicas. Ultimamente tem-se dedicado à investigação e escrita de temas relacionados com a Ciência Económica e, ainda, à revisão científica da tradução para português de livros da sua especialidade, designadamente: “Breve Dicionário de Economia”, da autoria de José Maria Lozano Irueste, professor emérito da Universidade Complutense, de Madrid, e “As Estruturas Sociais da Economia”, da autoria de Pierre Bourdieu. Em Novembro de 2002 foi editado pela Editora Campo das Letras, do Porto, o seu livro ECONOMIA DO SISTEMA COMUNITÁRIO, com o subtítulo “Enquanto a mercadoria e a moeda não existem”, resultante de uma prolongada e meticulosa investigação durante vários anos. O texto integral deste livro encontra-se também publicado na Biblioteca Virtual de Economia do Grupo de Investigação EUMED.NET, sediado na Universidade de Málaga, na secção de “Libros Gratuitos de Economia”, e na Biblioteca Virtual Miguel Cervantes, secção Bibliotecas del Mundo, da Universidad de Alicante. Em Setembro de 2004 apresentou no VIII Congresso Luso-Afro-Brasileiro, realizado na Universidade de Coimbra, uma comunicação com o título “Economia do Sistema Comunitário – Objecto de investigação e divulgação”, cujo texto completo foi publicado pela revista Vértice, de Coimbra, e pelo “Grupo EUMED.NET”, na secção de “Contribuciones a la Economia”. Em colaboração com as iniciativas deste Grupo, tem participado em alguns dos seus Encontros Virtuais Internacionais de Economia.

- 3'Julho Sexta-feira 22:00
Dueto piano e voz, com José Barroca, João Dias e amigos

José Barroca, natural de Lisboa, iniciou formação em piano clássico na infância e tem tocado informalmente com vários amigos nos últimos 10 anos. Trabalha actualmente como médico interno no Hospital do Espírito Santo em Évora.

João Dias, natural da vila de Bobadela, fez teatro musical durante vários anos e está neste momento a terminar o curso de Medicina em Lisboa.

Nos últimos anos, ambos têm partilhado com vários amigos uma enorme paixão pela música no seio da Tuna Médica de Lisboa, e têm-se dedicado a adaptar músicas ligeiras ao seu formato preferido - duetos de piano e voz.
Neste espectáculo no Bibliocafé Intensidez vêm interpretar com alguns amigos uma selecção de músicas ligeiras nacionais e internacionais de vários autores e estilos diferentes, que incluem Jorge Palma, Sérgio Godinho, Camané, Gilberto Gil, Fernando Tordo e Rodrigo Leão, entre outros.

- 27'Junho Sábado 21:30 horas
Apresentação de Livro: A fantástica aventura dos Anões da Luz -Em busca de Sulti, de Catarina Coelho


Esta é a história de uma comunidade de anões, os Anões da Luz, que possui uma magia muito poderosa (a qual eles não sabem utilizar a não ser para fazer o bem) e vive em harmonia, na sua aldeia, longe de todo o mal e sem ter sequer a verdadeira consciência de que, fora da sua comunidade, há seres muito diferentes deles, seres capazes de fazer o mal para atingir os seus fins. O responsável pela poderosa magia deste grupo de anões é Sulti, o feiticeiro da comunidade, sem a presença do qual a magia não funciona. Um dia, a aldeia dos Anões da Luz é invadida por um grupo de homens, que querem raptar o feiticeiro, para assim obter a magia dos anões e o poder que esta confere. Os anões tentam defender-se usando a magia, mas, perante a assustadora visão das armas e do que estas são capazes de fazer (os anões não faziam ideia de que existiam tais objectos), o feiticeiro não consegue pôr em prática a sua magia e acaba por ser raptado pelos homens. É assim que um grupo de anões decide deixar os restantes habitantes da comunidade e partir numa perigosa viagem...


Catarina Coelho
Catarina Coelho nasceu em 1984 em Lisboa. Licenciou-se em Linguas e Literaturas Modernas, variante de estudos Portugueses e Inglesas na Universidade Nova de Lisboa.
Actualmente reside no Montijo e é autora de literatura fantástica destinada ao público infanto-juvenil.


- Entrevista a Catarina Coelho, por Carla Ribeiro, da revista Alterwords (nº.3)

Carla Ribeiro: Lançaste há poucos meses o teu primeiro livro. Fala-nos um pouco da tua experiência no processo de editar um livro.
Catarina Coelho: Editar um livro em Portugal não é fácil. Escrevi este livro que foi agora editado há cerca de cinco anos. Apesar de, graças ao incentivo de pessoas à minha volta, ter começado imediatamente à procura de uma editora, o processo não foi simples, tal como acontece normalmente com os novos autores. Inclusive, durante estes cinco anos, obtive pareceres positivos por parte de editoras (no caso de uma delas, cheguei mesmo a ter o contrato de edição nas mãos e a data de publicação marcada, para além de ter decidido vários aspectos da edição com a editora), mas as coisas acabavam sempre por não avançar. Só agora, ao encontrar a Chiado Editora, fui tratada com o respeito que qualquer pessoa que submete um original seu para apreciação deve ser tratada.

C. R.: De que forma tens sido recebida pelos leitores?

C.C.: Tenho sido muito bem recebida pelos leitores, o que obviamente me deixa muito satisfeita, pois creio que todos os que escrevem gostam de perceber que outras pessoas se sentem “em casa” no universo que criam nos seus livros. Têm-me chegado vários comentários muito positivos sobre o livro, sobretudo através do blog do mesmo.

C. R.: Existe uma inevitável tendência para a classificação da literatura dentro de determinados géneros. De que forma te afectou essa classificação?

C.C.: Afectou, no sentido em que, nas livrarias, o meu livro, talvez pelo seu título, é colocado apenas na secção infanto-juvenil (e catalogado como tal), em vez de ser também colocado na secção de Literatura Fantástica. Ora o meu livro não é um livro para crianças. Poucas pessoas com menos de 12 anos conseguirão ler o livro (para além de eu estar a constatar isto com os meus alunos, uma vez que ensino Inglês a crianças do 1º Ciclo do Ensino Básico e algumas compraram e tentaram ler o livro, esta opinião não é apenas minha: tanto a editora como quem leu o livro diz o mesmo). Apesar do título e do que este sugere à partida, A fantástica aventura dos Anões da Luz – Em busca de Sulti é um livro dirigido sobretudo a um público de jovens e jovens adultos (posso dizer, inclusive, que a maior parte dos comentários que recebi até agora foram de leitores com mais de 20 anos). Como se pode calcular, o facto de o livro ser geralmente catalogado da forma que é afasta pessoas que poderiam gostar de o ler, o que, claro, é negativo.

C. R.: O que sentiste quando viste, pela primeira vez, que o teu sonho se tinha tornado realidade?

C.C.: Senti muitas coisas e algumas são difíceis de descrever! Senti uma enorme felicidade, um sentimento de realização… Mas não só. Desde criança que adoro escrever e, no interior de mim própria, sempre sonhei editar um livro, em partilhar com os outros os universos que crio. Por isso, quando vi que o meu sonho se tinha realizado, senti aquilo que já disse e muito mais que não tenho a certeza de saber pôr em palavras… Esperança, creio, assim como gratidão por algumas pessoas que me incentivaram e deram força… Senti também ansiedade… E uma força renovada para continuar a acreditar naquilo que escrevo.

C. R.: No nosso país, a fantasia é ainda um género marginalizado. O que pensas sobre o assunto?

C.C.: Bem, se é certo que muita gente já lê este género literário, também é verdade que a crítica literária dominante não põe a Fantasia ao mesmo nível dos outros géneros, considerando-a um género menor, o que me parece injusto e errado, pois há bons e maus autores e bons e maus livros em qualquer género literário.

C. R.:Achas que existe qualidade nos autores nacionais do género fantástico?

C.C.: Sim, claro que sim. Já tive alguns exemplos disso. Muitas vezes as pessoas rejeitam à partida os autores portugueses, mas creio que deveriam dar a mesma oportunidade aos autores nacionais que dão aos estrangeiros, pois há qualidade e falta dela tanto no nosso país como nos outros.

C. R.: Quais são os teus próximos projectos?

C.C.: Neste momento, estou a escrever um novo romance, o qual procura combinar o género da Fantasia com o típico romance inglês do séc. XIX. É algo novo para mim, mas está a dar-me muito prazer escrevê-lo, pois há já bastante tempo que me apetecia escrever algo dentro desse género do típico romance inglês do séc. XIX, uma vez que tenho um grande fascínio por essa época e pela literatura da mesma. Aliar a isso a Fantasia, género em que gosto tanto de escrever, está a ser muito interessante. Quanto a outros projectos, não está excluído um retorno ao mundo dos Anões da Luz, no futuro. Escrevi também alguns contos (esses sim, destinados sobretudo a um público infantil, embora também de Fantasia) e tenho mais ideias para contos desse género.

C. R.: Por último, conta-nos um pouco do que a escrita representa para ti.
C.C.: A escrita é um refúgio, um “lugar” onde posso afastar-me do dia-a-dia e inventar os meus próprios mundos, nos quais posso decidir o rumo dos acontecimentos, algo que nem sempre podemos fazer no mundo real. É uma forma de libertação e um meio de canalizar a imaginação que, se for deixada entregue a si própria, pode tornar-se “selvagem” e destrutiva, enquanto assim fica orientada para um fim criativo. E, devo dizê-lo, a escrita é um prazer viciante, especialmente quando se realiza o que parece ser uma vocação natural e é um sonho de sempre, como é o meu caso.

- 20'Junho Sábado 22:00 horas
Apresentação de Livro: Domador de Palavras, de Paulo Gaminha



Sou ser simples na incompreendida complexidade
Desenhador de poesia ferida de saudade
Sou navegante de letras...textos inexistentes
Transeunte...caminhante de pensamentos irreverentes!!!
Sou loucura ... um rosário de insanidade perfeita
Criador de momentos nesta mente desfeita
Sou regedor da dor com acentuação defectiva
Renegado de mim no estilo que me cativa!!!
Sou força intemporal na ponta de uma pena
Castrador de vazios… reinvento-me de cena em cena
Sou o que sou… chamas jogadas à casualidade
Fagulhas voadoras nas laudas da generosidade
Sou veia poética ... sou aglutinador de termos
Sou sonhador de lugares genuínos... sítios em mim ermos Sou autor de linhas sobre linhas ...domador de palavras
Sou como tu que me lês e a minha escrita lavras!!!
Domador de Palavras, Paulo Gaminha, Temas Originais (2009)


Nascido em Évora no ano de 1974, com tenra idade foi morar para Campo Maior, vila da raia Alentenjana, onde hoje é assessor de direcção da Delta Cafés, Lda. empresa onde trabalha desde 1996. Através da escrita reinventa-se todos os dias... faz dela arma de arremesso ou pena de carícia e ela torna-o no que ele é... um poeta... um sonhador... ou como simplesmente lhe chamam "Um domador de palavras". Irreverente e atrás do pseudónimo de "Fénix", tem nos dois últimos anos publicado com regularidade em diversos "blogs" de poesia, tendo também criado o seu próprio espaço com o nome "As Chamas do Fénix" onde abre as asas à sua imaginação, repercutindo-se esse estado, em todos os que o lêem.




- 13'Junho Sábado 21:30 horas
Apresentação de Revista: NOVA ÁGUIA (nº. 3 - O legado de Agostinho da Silva: 15 anos após a sua morte)

Interlocutores: Renato Epifânio, Manuel Ferreira Patrício e António Cândido Franco.

Como é sabido, a revista A Águia foi uma das mais importantes do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Carneiro, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva. A ideia de relançar a revista, agora sob o nome de NOVA ÁGUIA, pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu "espírito", adaptado aos nossos tempos. Não se trata, nessa medida, de fazer uma revista voltada para o passado, meramente revivalista. Trata-se, antes, de fazer uma revista para os tempos de hoje, para o século XXI.

Tal como n' A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas. O tema do terceiro número, que agora lançamos, é O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte. Orgulhamo-nos de ter conseguido o contributo de nomes tão ilustres como António Braz Teixeira, António Cândido Franco, António Telmo, Dalila Pereira da Costa, Joaquim Domingues, José Flórido, Manuel Ferreira Patrício, Manuel Gandra, Miguel Real e Pinharanda Gomes, a par de muitos outros.

Para além disso, neste número poderá ainda encontrar uma série de outros textos, sobre outras temáticas, conforme o nosso índice:

NA 3: ÍNDICE

EDITORIAL…5

O LEGADO DE AGOSTINHO DA SILVA: 15 ANOS APÓS A SUA MORTE
António Braz Teixeira, BREVE NOTA SOBRE AGOSTINHO DA SILVA E A “ESCOLA DE SÃO PAULO”…8
António Cândido Franco, AGOSTINHO DA SILVA NUM RELANCE DE SOL…10
António José Borges, A MISSÃO DE PORTUGAL NAS MENSAGENS DE FERNANDO PESSOA E AGOSTINHO DA SILVA…12
Cristina Leonor Pereira, NA SENDA DA ALIANÇA TRANSATLÂNTICA E DO ENTENDIMENTO CULTURAL: DA UTOPIA À REALIDADE E À RECUPERAÇÃO DA OBRA DE AGOSTINHO DA SILVA…18
Humberto França, O BRASIL DE AGOSTINHO DA SILVA…24
Joaquim M. Patrício, CONFIANÇA E OPTIMISMO DE AGOSTINHO DA SILVA NA LUSOFONIA…25
José Flórido, O PENSAR PARADOXAL DE AGOSTINHO DA SILVA…32
José Leitão, VADIOS E POETAS – UMA CONSIDERAÇÃO SOBRE A MÍSTICA AGOSTINIANA…35
Luís Santos, O LARGO DA GRAÇA. REFLEXÕES AGOSTINIANAS…38
Manuel Pina, A ETERNIDADE E UM DIA…40
Maria Afonso Sancho, AGOSTINHO DA SILVA, A COMIDA E A IDADE DO OURO…42
Pedro Teixeira da Mota, DO TRÂNSITO DAS RELIGIÕES À RELIGIÃO UNIVERSAL: AGOSTINHO DA SILVA, UM ELO…45
Artur Manso, ESTÉTICA E ARTE EM AGOSTINHO DA SILVA…49
Carminda H. Proença, LUSOFONIA e IDENTIDADE…53
Isabel Santiago, BARCA D’ALVA…55
João Leitão, AGOSTINHO DA SILVA E O CAMINHO DO MEIO…59
Lúcia Helena Alves de Sá, DO EDUCAR PARA ESPERANÇAR DE AGOSTINHO DA SILVA: UMA PEDAGOGIA PARA O SÉCULO XXI…61
M. Margarida L.S. Carvalho, EDUCAÇÃO, CULTURA E FUTURO…67
Miguel Real, AGOSTINHO DA SILVA: A PEDAGOGIA COMO SUBVERSÃO SOCIAL…69
Renato Epifânio, AGOSTINHO DA SILVA: UM LEGADO…74
Ricardo Cabaça, UM HOMEM COMPROMETIDO COM OS VALORES HUMANOS…77
Rui Martins, DEZ PARÁGRAFOS AGOSTINIANOS DE PENSAMENTO POLÍTICO EM "IR À ÍNDIA SEM ABANDONAR PORTUGAL"…78
Romana Valente Pinho, AGOSTINHO DA SILVA: QUINZE ANOS DEPOIS DA SUA MORTE. E AGORA?...90
Rita Cardoso, ENTREVISTA A AGOSTINHO DA SILVA…92
Manuel Ferreira Patrício, BREVE TESTEMUNHO SOBRE AGOSTINHO DA SILVA…94
Délio Vargas, BREVE NOTA SOBRE AGOSTINHO…96
Celeste Natário, AGOSTINHO DA SILVA E A SAUDADE DA “GRÉCIA DIVINA”…97
Amândio Silva, CARTA A AGOSTINHO…98

DA ARCA
Agostinho da Silva, CONDIÇÕES E MISSÃO DA COMUNIDADE LUSO-BRASILEIRA…102
Agostinho da Silva, ALCORÃO…109

OUTROS VOOS, OUTRAS VOZES
James Horrox, ANARQUIA E UTOPIA: A FILOSOFIA MÍSTICA DE GUSTAV LANDAUER E AGOSTINHO DA SILVA…114
Cem Kömürcü, MELANCOLIA EM ISTAMBUL E LISBOA…121
Katia Hay, O SR. H…125
Tobias Dangel, LISBOA COMO LUGAR DA EXPERIÊNCIA METAFÍSICA…128
Hakem Rustom, A JÁ ESQUECIDA JIHAD EM NOME DE CRISTO: A PERSPECTIVA DE UM ÁRABE CRISTÃO…130
Sam Cyrous, LIVRE ARBÍTRIO E DESTINO: DICOTOMIA OU COMPLEMENTARIDADE?...133
Amadeu Ferreira, DIEÇ ANHOS DE MIRANDÉS CUMO LHÉNGUA OUFECIAL…135

RUBRICAS
COISAS E LOISAS, de J. Pinharanda Gomes…138
DO ESPÍRITO DOS LUGARES, de Manuel J. Gandra…140
AS IDEIAS PORTUGUESAS DE GEORGE TILL, de Jorge Telles de Menezes…151

PÁGINAS TEMÁTICAS
ARTES PLÁSTICAS, por Cristina Pratas Cruzeiro…154
LITERATURA ORAL E TRADICIONAL, de Ana Paula Guimarães…159
MÚSICA, de Maurícia Teles da Silva (com nota introdutória)…164
PROJECTOS, de Ana Margarida Esteves; Maria Eduarda Rosa e José Francisco Pereira…166

BIBLIÁGUIO
TEIXEIRA DE PASCOAES, CREPÚSCULO, por António Cândido Franco…170
LÍDIA JORGE E JOÃO RÊGO: PESOS E MEDIDAS DA ALMA, por Fátima Valverde…171
ANTÓNIO CÂNDIDO FRANCO, A BIOGRAFIA DE D. SEBASTIÃO – UM ROMANCE HISTÓRICO, por Romana Valente Pinho…174
PEDRO SINDE, O CANTO DOS SERES. SAUDADE DA NATUREZA, por Joaquim Domingues…178
RODRIGO SOBRAL CUNHA, FILOSOFIA DO RITMO PORTUGUESA, por António Braz Teixeira; seguido de “breve apontamento”, de Renato Epifânio…180
CARTA DE NATÁLIA A LEONARDO, por Carminda H. Proença, seguida de comentário de António Telmo…183
3 COGITAÇÕES E 7 INSPIRAÇÕES NA LEITURA DE «A CADA INSTANTE ESTAMOS A TEMPO DE NUNCA HAVER NASCIDO» DE PAULO BORGES, por Jorge Telles de Menezes…184
TEOREMAS DE FILOSOFIA, por Joaquim Domingues…186

GOLPE D’ASA
Dalila Pereira da Costa, RELIGIÃO PRÉ-HISTÓRICA…188

POEMÁGUIO
Alexandre Vargas, AGOSTINHO DA SILVA, PRÍNCIPE REAL…6
Sérgio Franclim, OS POETAS DE AGOSTINHO DA SILVA…7
Jesus Carlos, AGOSTINHO DA SILVA…100
Isabel Guimarães, TU QUE SUBIAS ESCADAS…100
Samuel Dimas, REDENÇÃO…101
Henrique Madeira, INÚMERAS SÃO AS AVES…136
Iolanda Aldrei, CRIAÇÃO…136
Francisco Soares, ENCANTO…137
Luís Souta, PARA UM FILHO QUE NÃO QUERO PERDER…169
Tiago Lemos, QUE SEI EU DO SILÊNCIO ONDE ESTOU SENTINDO?...190

SOBRE A NOVA ÁGUIA & O MIL
Joaquim Domingues, A NOVA ÁGUIA…192
Renato Epifânio, O PRIMEIRO ANO DO MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO & RESPOSTAS AO INQUÉRITO REALIZADO A TODOS OS MEMBROS DO MIL…193
Paulo Borges, POR UM PATRIOTISMO TRANS-PATRIÓTICO E UNIVERSALISTA. OITO CONSIDERAÇÕES PARA UMA FUNDAMENTAÇÃO DO MIL…196
Eurico Ribeiro, A LUSOFONIA NUMA ÉPOCA DE MUDANÇA…199

LISTA DE LANÇAMENTOS DO 2º NÚMERO DA NOVA ÁGUIA…202
COLECÇÃO NOVA ÁGUIA (A INCLUIR)…203


A consultar:
Nova Águia - O blog: http://novaaguia.blogspot.com/
Leonardo - a revista on-line: http://www.leonardo.com.pt/revista1/
Agostinho da Silva: http://www.agostinhodasilva.pt/

- 26'Maio 3ª Feira 21:00 horas
Apresentação de Livro: Gente Povo Todo o Dia
poema escrito de Filipe Chinita, com leitura de Fernanda Lapa

Interlocutores:
. Filipe Chinita (autor)
. Manuel Gusmão (poeta e ensaísta)
. Otília Roque (psicóloga)

Leituras:
. Fernanda Lapa (encenadora e actriz)

"Estes poemas formam um poema único e longo que, através das suas sequências e movimentos, desdobram uma mesma a voz e a decompõem nos seus temas e motivos, marcados por uma clara unidade de inspiração.

Como é visível desde a dedicatória, invulgarmente longa, este livro é densamente povoado. (…) há uma única voz que se encena – esta poesia é lírica; mas ela acolhe os ecos de outras com as quais e das quais se faz – esta poesia lírica vive fascinadamente de um horizonte épico."

Manuel Gusmão, in Posfácio, gente povo todo o dia

É parte integrante da edição um CD Áudio com a leitura do poema por Fernanda Lapa.

...
e
um
dia
partam

inopinadamente

no
(mesmo)
sopro

do
vento

num
novo
voo

de
vida
molecular


gente povo todo o dia, por Filipe Chinita
leitura por Fernanda Lapa
posfácio de Manuel Gusmão
(Editorial "Avante!", 2009)