- 21'Novembro | Sábado | 22:00 horas
ELITES MILITARES e a Guerra de África, de Manuel Godinho Rebocho

Apresentação do Dr. Manuel J. C. Branco

Esta obra de Manuel Godinho Rebocho, no âmbito da sociologia militar, aborda, de forma detalhada, temas como a formação base das elites militares, a guerra de África e o desempenho na mesma dessas elites e o seu comportamento no pós-marcelismo.
O trabalho de investigação desenvolvido pelo autor, ao longo de vários anos, teve como fontes de informação fundamentais a análise de inúmeros documentos militares, a sua própria experiência e um vasto número de entrevistas a oficiais do Quadro Permanente.
Dessa investigação conclui o autor que, no decurso da Guerra de África, os Oficiais do Quadro Permanente foram-se progressivamente afastando do Comando Operacional, para se instalarem nas posições de gestão militar. Desta situação, que considera inusitada, resultaria terem sido os milicianos quem, de facto, comandou as unidades de combate, nos últimos e mais gravosos anos da guerra.

- 19'Novembro | 5ª feira | 22:00 horas
Palestra: "O que é a Homeopatia?", por Josefina Ramos

O que é a Homeopatia? O que é e como funciona a Homeopatia?

Responder a estas duas perguntas, de forma acessível ao público em geral, é que se propõe principalmente com esta apresentação. E, na prática, como é que o homeopata chega ao remédio ou remédios que
mais se aproxima(m) do quadro sintomático manifestado pelo paciente. Nesta medida, e para tornar mais clara esta última ideia, pretende-se apontar possíveis remédios homeopáticos para o denominado Transtorno
do Déficit de Atenção e Hiperactividade. Em última análise, o objectivo desta comunicação passa pela divulgação desta ferramenta terapêutica, pouco ou mal conhecida pela população portuguesa.

Josefina Ramos viveu vários anos no Baixo Alentejo e em Évora. Reside actualmente em Odivelas, onde trabalha como formadora. Está a realizar estágio no curso em Terapêuticas Não-Convencionais, na opção Homeopatia. Nestes últimos cinco anos, fez diversas formações na área das técnicas manipulativas, como Massoterapia, Drenagem Linfática Manual, Reflexologia Podal, Massagem Shantala, etc. Interessa-se também pela Fitoterapia, Florais de Bach e formas de auto-conhecimento.

- 14'Novembro | Sábado | 22:00 horas
Teatro: "Histórias para crianças mal comportadas", por Te-Atrito
a partir de textos de Jacques Prévert

Sinopse

Este espectáculo, com a duração de 30 minutos, foi construído a partir de textos de Jacques Prévert, escritor de culto em França, mas pouco difundido em Portugal. À imagem da própria obra deste autor, naturalmente dispersiva, e que passou pelas colagens, pela escrita de poemas, letras para canções, histórias para crianças, argumentos para cinema e peças de teatro para o seu grupo de teatro Octobre, este espectáculo é também dispersivo, partindo de uma colagem de vários textos, dramáticos, narrativos e poéticos (Cavalo numa Ilha, A Avestruz, Um Drama na Corte, Manhã Farta e Bairro Livre), que abordam temas como a liberdade, os direitos da criança, do homem e dos animais, o racismo, a desigualdade social, a fome, a criminalidade, a autoridade. Dois actores, a quem se junta um músico (saxofone alto e tambor), vão representando os diversos personagens e o cenário é apenas um banco. A simplicidade da encenação e da montagem do espectáculo pretende também aproximar o público da prática de um teatro acessível a todos.

Espera-se, depois do espectáculo, a tertúlia...

Livros de Jacques Prévert editados em Portugal:
Cenas, Uma antologia de textos teatrais de Jacques Prévert, Colecção e etc., Edições Culturais do Subterrâneo, Lda., Lisboa 2003
Histórias para Meninos Sem Juízo, Colecção Sésamo, Editorial Teorema, Lisboa 1998
Palavras, Edição Bilingue, Sextante Editora, Lisboa Novembro 2007 (1ª edição)
Em francês, as obras de Jacques Prévert são editadas pela Éditions Gallimard


Te-Atrito é um grupo de Teatro que assume o papel essencial dos actores nas opções estéticas e na construção das personagens que, por sua vez, vão definindo ensaisticamente a estrutura dramática das cenas. A liberdade criativa dos intérpretes na experimentação colectiva de ideias e textos e a simplificação dos figurinos, cenários e adereços permitem reforçar este propósito de centrar a acção no actor. Criado em Outubro de 2005, é formado por quatro teatro-amadores com experiências e modos de trabalhar diversificados. Actores, encenadores, dramaturgos, figurinistas – somos tudo isso. Porque estarmos todos e de todas as formas envolvidos no processo criativo não é apenas a sublimação conceptual do teatro pobre. É o teatro possível na liberdade que hoje é possível, com o que isso pode custar. A ti.

- 13'Novembro | 6ª Feira | 22:00 horas
Música: Trio de Trombones de Évora
O “Trio de Trombones de Évora” é um grupo de música de câmara que pretende apresentar ao público um repertório que abrangerá vários estilos musicais. O ouvinte é convidado a embarcar numa viagem pela história da música, durante a qual poderá identificar obras de compositores como Bruckner, Mozart e Bach, em arranjos para esta formação. Na viagem, o ouvinte é conduzido ainda pelas “paisagens sonoras” do Ragtime de Scott Joplin, terminando a sua jornada numa composição de B. Lynn, que nos transporta para ritmos jazzísticos mais contemporâneos.
O “Trio de Trombones de Évora” pretende diversificar a oferta cultural e dinamizar os espaços culturais existentes e procurar outros, surpreendendo o público, que raríssimas vezes tem a oportunidade de conhecer e desfrutar deste tipo de formação de música de câmara e em especial deste instrumento que é o Trombone, a sua versatilidade e riqueza tímbrica e sonora.

O Trio de Trombones de Évora é constituído pelos músicos:
Francisco Couto
Nuno Lopes
José Silva (Trombone Baixo)


- 13'Novembro | 6ª Feira | 21:00 horas
Inauguração de exposição: “A Cor, o Som e a Forma”, do artista Oliveira Tavares




















OLIVEIRA TAVARES nasceu em Lisboa, em 1961.
Viveu e trabalhou em Bruxelas e Paris.
Reside actualmente na Ericeira, Portugal.
Frequentou o curso de Engenharia do Instituto Superior Técnico de Lisboa, o Curso de Desenho no A.R.C.O. e o Curso de História de Arte na Sociedade Nacional de Belas-Artes. Participou em um Workshop de Gravura com Bartolomeu Cid dos Santos – Casa das Artes – Tavira.
Membro da Sociedade Nacional de Belas-Artes.

-Obra citada no catálogo (ISBN 4-906536-32-8)
da exposição “George de La Tour”, no Museu de Arte Ocidental, Tokyo, Japan.
-Citado no Livro Ingres.Regards Croisés(ISBN:2856204643) , RMN Editions Mengès France.

- 12'Novembro | 5ª Feira | 22:00 horas
Apresentação de Livro: “ANTECEDENTES DO CAPITALISMO”, de Carlos Gomes

Introdução à obra e ao autor da responsabilidade do Economista João Andrade Santos

I - Resumo da obra:
Por volta do IV milénio a. C., ocorreram complexas mudanças em algumas regiões do globo onde as condições de vida eram mais propícias. Historicamente, tornou-se necessário analisar e aprofundar o conjunto dos factores económicos que conduziram à emergência de um novo sistema económico e encontrar as características fundamentais das relações económicas e sociais daí decorrentes.O território que albergava as comunidades, declarado pertença dos deuses, transformou-se em domínio estatal, representado pelo soberano e a sua corte, por chefes tribais ou comunitários, partilhado pelas instituições religiosas e pela aristocracia.Formaram-se classes sociais que assumiram uma postura dominante, apoderaram-se dos excedentes produzidos por outras classes, a elas subordinadas, sob a forma dum tributo regular constituído por porções significativas das colheitas, por uma certa quantidade de cabeças de gado, pela prestação de trabalho forçado nos seus domínios. O rendimento da tributação permitiu às classes dominantes acumular riquezas, gozar uma vida faustosa sem produzir, sustentar os seus escravos e servos, efectuar o pagamento em espécies a funcionários, guerreiros, artesãos e outros indivíduos a trabalharem directamente nos seus domínios. A divisão social do trabalho acentuou a necessidade da troca, primeiro, directa entre os diferentes produtores. A par de uma produção destinada ao consumo próprio e à entrega do tributo, os diversos produtores, camponeses, artesãos, caçadores ou pescadores, começam a destinar uma parte dos bens recolhidos ou produzidos à troca, estabelecendo relações de carácter mercantil. Também, a acumulação de bens na posse das classes dominantes estimulou o desenvolvimento da troca interna e externa, como forma destas classes adquirirem bens de prestígio, de luxo ou outros, fora das suas esferas de influência. Com a produção intencional de excedentes destinados à troca nasce a mercadoria e a figura do mercador, como intermediário nas trocas entre as diferentes comunidades. Os mercadores passam a desempenhar importantes funções ligadas ao exercício do poder, primeiro, ao serviço das classes dominantes e, posteriormente, como participantes duma nova classe social.Nas regiões onde esta evolução se concretizou, o sistema económico começa a ser caracterizado e dominado pela existência duma produção especificamente encaminhada para a troca. Os camponeses e artesãos caem sob a dependência dos comerciantes que figuram como intermediários na troca das mercadorias, como fornecedores de matérias-primas ou como emprestadores financeiros. O móbil determinante desta nova classe, a burguesia, é a procura dum lucro monetário tão elevado quanto possível, a acumulação de capital indispensável à obtenção de maiores rendimentos e à formação de empresas nos diversos sectores de actividade. Os camponeses e artífices mais pobres são empregues como trabalhadores assalariados, o mesmo acontecendo à classe servil e, mais tarde, aos próprios escravos. A própria força de trabalho assume a forma de mercadoria, sujeita às condições do mercado, criadora duma mais-valia básica para a formação da acumulação de capital.A expansão da grande produção deixa de estar limitada pelo comércio e passa a ser influenciada pela quantidade de capital investido e pelo nível desenvolvimento da produtividade. No sector agrícola e pecuário surgem grandes propriedades fundiárias que permitem uma produção extensiva. A indústria alcança uma posição dominante com a transformação gradual da actividade artesanal e a desintegração do sistema de corporações. A concentração da riqueza monetária contribui para a expansão da produção destinada à venda em grande escala nas mais diversas regiões, facilitada pelo desenvolvimento das comunicações terrestres e marítimas.Em certas regiões do globo, gozando da vantagem da formação de cidades, aparecem Estados centralizados, representando unidades políticas nacionais, desejosos de alargarem os mercados externos através da formação de colónias e da supremacia terrestre e marítima. Estes fenómenos económicos não se desenrolam de igual modo em todos os espaços territoriais ou nas mesmas épocas históricas, embora na sua evolução ocorram formas semelhantes que permitem a definição de leis económicas.O texto do livro envolve: a descrição dos factores inerentes ao processo económico e das actividades económicas e sociais entretanto implantadas; a análise pormenorizada das relações económicas e sociais estabelecidas durante o período considerado; a análise da formação de sistemas e estruturas económicas e sociais. Os temas citados foram objecto duma interpretação económica, tão aprofundada quanto possível, baseada nas descrições históricas dos factos que serviram de base de dados.

II - Importância para a actual fase da economia mundial
A economia burguesa deixou de se interessar pelo estudo e ensino da Economia Política. À medida que os seus conceitos e conclusões podem ser utilizados pelas classes exploradas ou dominadas, a Economia Política torna-se cada vez mais embaraçosa, e considerada mesmo perigosa, para as classes dominantes. Surge a tendência para a sua liquidação como ciência das relações económicas entre os homens, no tempo e no espaço, e a sua substituição por uma apologética justificativa da permanência do sistema capitalista. O estudo corrente da Economia limita-se ao estudo das relações entre pessoas e coisas, eliminando as relações de natureza social: relações de trabalho, de produção, de propriedade, entre as populações e as classes e grupos sociais. Só continuam a merecer interesse a gestão e organização de empresas ou doutras instituições, a especulação financeira, a política dos Estados ao serviço do capitalismo e, bem assim, os problemas de mercado, sobretudo os preços, a moeda e o crédito. Ultimamente assume particular relevância a globalização financeira como objectivo primordial. Tal orientação conduz à liquidação total do conhecimento da Economia Política e à renúncia do estudo das relações económicas e sociais entre os homens.O conhecimento dos “Antecedentes do Capitalismo” traz consigo o reconhecimento evidente do carácter histórico, evolutivo, dos sistemas económicos, proporcionando ao mesmo tempo numerosos esclarecimentos que são válidos para além da época estudada.Nenhum dos diferentes modos de produção, que surgiram desde que o homem começou a produzir, desapareceu completamente. Continuam a coexistir diversos sistemas económicos na actualidade, desde o tipo comunitário, tributário, mercantil aos do tipo capitalista e socialista, que foram surgindo uns após outros, embora em tempos diferentes nas diversas regiões do globo terrestre. Sucessivamente, os novos modos de produção assumiram uma posição dominante, nas regiões onde se expandiram, enquanto os anteriores iam declinando mas sem desaparecerem. Ainda hoje, o sistema capitalista, embora dominante, não é universal. É de prever que esta tendência se mantenha com o declínio do capitalismo, onde começam a surgir contradições internas e crises, frequentes e cada vez mais graves, a frear a sua evolução e desenvolvimento. Simultaneamente, vai ganhando terreno um novo sistema defensor da satisfação das necessidades sociais humanas de acordo com o progresso actual da humanidade nos campos da cultura, do desenvolvimento científico e tecnológico, em benefício de toda a humanidade e não apenas de uma pequena parte da população. No seio da sociedade capitalista subsistem numerosas unidades de produção, familiares, tribais, aldeãs e, até, nómadas, cujo objectivo económico fundamental é a satisfação das necessidades dos próprios produtores e familiares. Estas comunidades têm constituído uma barreira ao total domínio capitalista que tem conduzido, sempre e em todo o lado, uma campanha de aniquilamento persistente e violento destas formas históricas de modos de produção e distribuição. Conforme se revela no livro “Antecedentes do Capitalismo”, os antagonismos de interesses entre as classes e grupos sociais deram azo a numerosos conflitos, por vezes, longos e violentos, mais frequentes à medida que se acumula a riqueza e a desigual distribuição de rendimentos. As lutas de classes passaram a estar presentes em toda a história da humanidade, após a desagregação do sistema comunitário. Atingiram todas as esferas da vida social e desempenharam um papel relevante como força motora do desenvolvimento económico da sociedade. Os factos demonstram que estas lutas não desapareceram, e até se intensificaram, com o evoluir do sistema capitalista.

Biografia do Autor

Nasceu na cidade do Porto, Portugal, em 1925. Licenciado em Finanças pelo ISCEF – Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, da Universidade Técnica de Lisboa, exerceu sempre a sua actividade profissional em instituições financeiras. Frequentou numerosos cursos e seminários, em países europeus, nas áreas de operações bancárias, organização e gestão de empresas. No exercício da sua profissão assumiu a responsabilidade pela montagem e instalação dos serviços de um banco português em Angola, Moçambique e França e ainda pela renovação e modernização da sua sede social, no Porto. Por incumbência do Banco de Portugal coordenou em 1975 a actividade de todos os bancos nacionalizados portugueses no Norte e Centro do País. Foi membro das administrações ou conselhos fiscais de diversas empresas dos ramos metalúrgico, turístico e editorial e da direcção de cooperativas e associações culturais. Como residente na cidade de Almada, desempenhou as funções de deputado na Assembleia Municipal durante oito anos, participando da Comissão de Administração e Finanças e assumindo a sua presidência nos últimos quatro anos. Colaborou na extinta revista “Economia EC, questões económicas e sociais”, na revista “Vértice” e em algumas publicações periódicas. Ultimamente tem-se dedicado à investigação e escrita de temas relacionados com a Ciência Económica e, ainda, à revisão científica da tradução para português de livros da sua especialidade, designadamente: “Breve Dicionário de Economia”, da autoria de José Maria Lozano Irueste, professor emérito da Universidade Complutense, de Madrid, e “As Estruturas Sociais da Economia”, da autoria de Pierre Bourdieu. Em Novembro de 2002 foi editado pela Editora Campo das Letras, do Porto, o seu livro ECONOMIA DO SISTEMA COMUNITÁRIO, com o subtítulo “Enquanto a mercadoria e a moeda não existem”, resultante de uma prolongada e meticulosa investigação durante vários anos. O texto integral deste livro encontra-se também publicado na Biblioteca Virtual de Economia do Grupo de Investigação EUMED.NET, sediado na Universidade de Málaga, na secção de “Libros Gratuitos de Economia”, e na Biblioteca Virtual Miguel Cervantes, secção Bibliotecas del Mundo, da Universidad de Alicante. Em Setembro de 2004 apresentou no VIII Congresso Luso-Afro-Brasileiro, realizado na Universidade de Coimbra, uma comunicação com o título “Economia do Sistema Comunitário – Objecto de investigação e divulgação”, cujo texto completo foi publicado pela revista Vértice, de Coimbra, e pelo “Grupo EUMED.NET”, na secção de “Contribuciones a la Economia”. Em colaboração com as iniciativas deste Grupo, tem participado em alguns dos seus Encontros Virtuais Internacionais de Economia.


- Dia 7
"Cantata Pranto e Louvor, em memória de Casquinha e Caravela".
Apresentação da última obra dos poetas Manuel Gusmão e Filipe Chinita, com a presença dos autores e apresentação de António Murteira.

António Maria Casquinha e José Geraldo «Caravela», ambos da UCP Joaquim Salvador do Pomar, no Escoural, foram assassinados a tiros de metralhadora pela GNR a 27 de Setembro de 1979, na Herdade de Vale de Nobre (S. Cristóvão — concelho de Montemor-o-Novo), pertencente à UCP Bento Gonçalves. Maria de Lurdes Pintasilgo chefiava então um governo de iniciativa presidencial e era Presidente da República Ramalho
Eanes. Alguém terá tentado aproveitar-se do relativo vazio de poder então existente: a Assembleia da República fora dissolvida a 11 de Setembro e o governo de Maria de Lurdes Pintasilgo encontrava-se limitado a funções de gestão. Os responsáveis pelos assassinatos nunca foram conhecidos nem levados a julgamento.